NUVENS DE FADA

Nuvem de fadas há certo momento,
vira miragem por todo luar…
Vulto demente, com o seu talento,
lá faz a minha alma perambular. 

Junto dos sonhos vou solto no vento,
longe de tudo e de todo zumbar…
Meus desatinos, em são sacramento,
jazem-se ao fluxo e refluxo do mar. 

Numa visagem o meu anjo-bento
larga seu mundo e cá vem reparar
todas mazelas do meu sofrimento. 

Arfam-se os ventos em um trovejar:
vulto demente se vai ao relento,
nuvem de fadas me traz o sonhar.                                      

                     (Ari Santos de Campos)

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